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Concretismo no Cápsulas Literárias



Você já ouviu falar do Concretismo?


O Concretismo foi um movimento artístico-cultural que ocorreu com grande influência nas artes plásticas, na música e na literatura. Surgiu na Europa, no início da década de 1950 e durou cerca de dez anos. Os artistas precursores deste movimento foram Max Bill (artes plásticas), Pierre Schaeffer (música) e Vladimir Mayakovsky (poesia) - vale a pena pesquisar sobre cada um deles depois!. O Brasil recebeu influência desse movimento no final do ano de 1950.


Na literatura, a influência se deu por meio da desconstrução clássica de apresentação de poemas e poesias, ou seja, do design de como eles se apresentam. Em outras palavras, o poema é construído com o aproveitamento máximo da folha de papel, buscando a exploração do seu preenchimento, assim como do vazio, com letras e palavras. Houve também autores que valorizaram a sintaxe visual ao invés de discursos poéticos, utilizando efeitos gráficos. Os poemas iniciaram com rimas, palavras semelhantes e mais tarde, com temas sociais.


São exemplos SENSACIONAIS de autores concretistas brasileiros os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, Décio Pignatari e claro, Paulo Leminski. Mais tarde, Ferreira Gullar também ganhou destaque como poeta neoconcretista.


Você sabia que a InVerso possui dois livros com características concretistas? São eles "Sílabas Ciladas", do gaúcho Carlos Badia e "Microscópio", da curitibana Delma Maria Lucchin — sendo este último lançado em fevereiro deste ano.


No próximo Cápsulas Literárias, aprenderemos sobre VERSOS BRANCOS.



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