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Toda Mãe é Real: relatos sobre as várias maternidades


Maternidade real

A maternidade real é um termo que tem sido cada vez mais utilizado para descrever a experiência materna de forma autêntica, sem idealizações ou estereótipos. Ela reconhece a diversidade de experiências vividas pelas mães, valorizando tanto as alegrias quanto os desafios que fazem parte desse papel.


Uma das principais características da maternidade real é a aceitação de que nem sempre é fácil ou perfeito. Muitas vezes, envolve cansaço, dúvidas, conflitos emocionais e físicos, além das demandas práticas e financeiras que podem ser muito exigentes. Isso contrasta com a imagem idealizada de mães sempre felizes, serenas e realizadas em todos os momentos.


Celebrar o Dia das Mães é, antes de tudo, ouvir as vozes daquelas que enfrentam os desafios da maternidade. Por isso, conversamos com 4 autoras para compartilharem suas experiências únicas e genuínas com o maternar. Suas histórias nos inspiram e nos lembram da diversidade de caminhos que a maternidade pode tomar, reforçando a importância de celebrar e apoiar todas as mães neste dia especial.


Fernanda Morishita, autora do livro Cartas para Theo


“Quando estava grávida do Theo, no auge das minhas angústias, incertezas e inseguranças não era raro ouvir que eu não deveria me preocupar, pois quando nasce um bebê nasce também uma mãe. E foi assim mesmo que aconteceu: quando ele nasceu, ela surgiu — o que ninguém havia me contado é que essa mãe recém-nascida também chegaria cheia de angústias, incertezas e inseguranças. Para mim, a única convicção que veio com a maternidade foi a de que conviveria com a dúvida, muito bem acompanhada da culpa.


Ser mãe é um eterno aprendizado. Uma escolha diária entre o permitir e o moldar, entre deixar e proibir. Um questionamento constante sobre cada passo dado, sempre em busca do melhor caminho. Educar com equilíbrio; que não seja fácil demais a ponto de não desafiar, nem demasiado difícil a ponto de fazer desistir.


Karen Wasman e Paola Morschel Jagher , autoras do livro O Poder do e – carreira e maternidade


“Apesar de tentarmos fazer muitas coisas sozinhas — dar conta dos assuntos profissionais, familiares, de nossas necessidades e de nossos filhos — acreditamos que a maternidade não precisaria ser vivida de maneira solitária. Pouco compartilhamos com outras mulheres sobre as nossas dores e dificuldades. E esta constatação nos levou a escrever esse livro.

Por várias questões históricas, sociais e até mesmo emocionais, aprendemos que deveríamos dar conta de tudo como “supermães”, e, dentro desse contexto, pedir ajuda não faz parte.


E pedir ajuda ou compartilhar as nossas dores ainda é sinônimo de fracasso e derrota para muitas de nós. Isso sem falar no medo do julgamento e nas infinitas comparações que fazemos com mães “perfeitas”, idealizadas e “irreais” que muitas vezes imaginamos existir. 


O maior aprendizado que tivemos com a maternidade foi entender que não precisaríamos ser perfeitas, mas sim, suficientes para os nossos filhos e para nós mesmas. Exigindo menos de nós e nos permitindo ser e sentir mais.


Sabemos que é uma jornada sem fim, que não é nada fácil e muitas vezes é amarga. Mas também sabemos que, se conseguirmos entendê-la e acolhê-la de coração aberto, vivendo cada momento com simplicidade e leveza, ela pode ser muito saborosa.”


Suely Schmidt, autora do livro Laura, uma maternidade especial


“Duas vezes maternidade, muito próximas uma da outra, uma atípica, porém ambas se complementando, entrelaçadas, abraçadas. A primeira, típica, “normal”, com emoções nunca antes sentidas, a vida em meus braços. A segunda, a surpresa do inesperado, a dor da expectativa frustrada, mas a vida novamente em meus braços. O tempo como aliado, a compreensão de que tudo tem uma razão de ser, o amor grandioso, incondicional que tudo abraça e acolhe. 


Meus filhos, tão diferentes, mas tão semelhantes no propósito de me ensinar que a vida é muito mais que a aparência, o padrão de normalidade, a matéria. As dificuldades, os desafios, os resultados de experiências inusitadas, umas sofridas e outras tão belas e únicas, me transformaram e me conduziram pelo caminho da realização como mulher, porém sobretudo como ser humano.”


Ao abraçar a maternidade real, as mães podem se libertar da pressão de corresponder a um padrão inatingível, promovendo uma maior compreensão e empatia entre elas e a sociedade em geral. Também abre espaço para discutir questões importantes, como a saúde mental materna, a divisão igualitária de tarefas parentais e o apoio às mães em situações de vulnerabilidade.


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